O câncer de testículo é o tumor sólido mais comum em homens jovens — e um dos mais curáveis da oncologia. Diagnóstico preciso e tratamento especializado para os melhores resultados.
Atendimento especializado no Rio de Janeiro.
O câncer de testículo é um tumor relativamente raro, mas apresenta uma característica importante: ocorre principalmente em homens jovens e de meia-idade. Felizmente, é uma das neoplasias com maiores índices de sucesso no tratamento, com taxas de cura superiores a 90% em muitos cenários e próximas de 100% em determinados tumores diagnosticados em estágio inicial.
O sintoma mais comum é o aparecimento de um nódulo ou endurecimento no testículo, geralmente indolor. Alguns pacientes percebem a alteração durante o banho ou ao tocar a bolsa escrotal. Nem todo nódulo testicular significa câncer. Infecções, inflamações, cistos, hidrocele, varicocele e outras condições benignas também podem provocar alterações na bolsa escrotal. Entretanto, qualquer massa sólida dentro do testículo deve ser investigada rapidamente por um urologista.
Entre os fatores associados ao câncer de testículo estão: histórico de criptorquidia, quando o testículo não desceu normalmente para a bolsa escrotal durante a infância; câncer prévio no outro testículo; histórico familiar de câncer de testículo, principalmente em parentes de primeiro grau. Apesar desses fatores, muitos pacientes diagnosticados não apresentam nenhum fator de risco conhecido.
A investigação começa com o exame realizado pelo urologista. O principal exame de imagem é a ultrassonografia da bolsa escrotal com Doppler, capaz de diferenciar alterações localizadas dentro do testículo de diversas outras doenças da bolsa escrotal. Também são solicitados exames de sangue denominados marcadores tumorais, principalmente: alfafetoproteína (AFP); beta-HCG; desidrogenase lática (LDH).
Esses marcadores auxiliam no diagnóstico, no estadiamento e posteriormente no acompanhamento da resposta ao tratamento. É importante destacar que marcadores tumorais normais não excluem a presença de câncer de testículo.
Na presença de uma massa testicular altamente suspeita de câncer, normalmente não se realiza uma biópsia através da bolsa escrotal. O procedimento habitual é a retirada do testículo afetado através de uma pequena incisão na região da virilha, cirurgia denominada orquiectomia radical por via inguinal. O testículo é então encaminhado para análise anatomopatológica, que confirma o diagnóstico e identifica o tipo do tumor. A abordagem pela bolsa escrotal deve ser evitada nos casos suspeitos, pois pode modificar as vias naturais de disseminação tumoral e aumentar o risco de recorrência local.
A grande maioria dos tumores malignos do testículo é originada das chamadas células germinativas. Esses tumores são divididos principalmente em dois grupos: Seminomas e Tumores não seminomatosos. Essa diferenciação é importante porque cada grupo apresenta comportamento biológico e estratégias de tratamento diferentes.
Quando o outro testículo é saudável, a retirada de apenas um testículo geralmente não prejudica a produção de testosterona, a ereção ou a vida sexual. Também é possível colocar uma prótese testicular, com finalidade estética, no momento da cirurgia ou posteriormente.
Muitos pacientes com câncer de testículo estão em idade reprodutiva. A própria doença pode estar associada à redução da qualidade do sêmen e alguns tratamentos, principalmente a quimioterapia, podem comprometer temporária ou permanentemente a fertilidade. Por esse motivo, é importante conversar sobre o desejo de ter filhos antes do início do tratamento. Quando indicado, pode ser realizada a criopreservação do sêmen, popularmente conhecida como congelamento de espermatozoides.
Quando ocorre disseminação, uma das primeiras regiões frequentemente acometidas são os linfonodos localizados no retroperitônio, região posterior do abdômen. Em doenças mais avançadas também podem ocorrer metástases para pulmões e outros órgãos. Por esse motivo, após o diagnóstico são realizados exames para determinar a extensão da doença, geralmente incluindo tomografia computadorizada do tórax, abdômen e pelve, além dos marcadores tumorais.
O primeiro tratamento na maioria dos casos é a orquiectomia radical inguinal. Nos tumores diagnosticados precocemente, a cirurgia pode ser suficiente e o paciente pode permanecer apenas em vigilância ativa, realizando acompanhamento rigoroso. Em outros casos podem ser indicados: quimioterapia; radioterapia em situações selecionadas, principalmente em determinados seminomas; cirurgia dos linfonodos retroperitoneais em casos específicos; combinação dessas modalidades. A escolha deve ser individualizada para cada paciente.
Uma característica que diferencia o câncer de testículo de muitas outras neoplasias é sua grande sensibilidade à quimioterapia. Por esse motivo, mesmo determinados pacientes que já apresentam doença metastática no momento do diagnóstico podem ser curados. Os resultados dependem do tipo de tumor, localização das metástases e níveis dos marcadores tumorais, entre outros fatores.
Um nódulo testicular não deve ser ignorado, mesmo quando não provoca dor. Homens que percebam aumento do testículo, mudança na consistência ou aparecimento de um nódulo devem procurar avaliação urológica. O diagnóstico costuma ser rápido por meio do exame clínico e da ultrassonografia, permitindo que o tratamento seja iniciado precocemente quando necessário. Quanto mais cedo for realizado o diagnóstico, maiores são as possibilidades de um tratamento simples e eficaz.
Exame de imagem de primeira escolha para avaliar nódulos testiculares. Alta sensibilidade para detectar lesões intratesticulares e diferenciar massas benignas de malignas, com resultado rápido e sem radiação.
Dosagem de AFP (alfafetoproteína), Beta-HCG e LDH no sangue. Marcadores fundamentais para o diagnóstico, estadiamento, avaliação da resposta ao tratamento e vigilância após a cura.
Avaliação do estadiamento completo, identificando metástases linfonodais retroperitoneais e a distância. Essencial para o planejamento do tratamento adjuvante após a orquiectomia.
Cirurgia de remoção do testículo afetado pela via inguinal, procedimento diagnóstico e terapêutico simultâneo. É o primeiro passo de todo o tratamento e fornece o diagnóstico histológico definitivo para orientar as etapas seguintes
Para seminomas em estágio I, a vigilância ativa com exames periódicos é uma opção segura com alta taxa de cura. Quando indicada, a quimioterapia com BEP oferece excelente controle da doença em estágios mais avançados.
Em casos selecionados de tumores não seminomatosos, a remoção dos linfonodos retroperitoneais pode ser indicada para estadiamento preciso e tratamento de metástases linfonodais residuais, preferencialmente por via laparoscópica.
Sinta algo diferente? Não espere. Agende sua avaliação urológica e tenha um diagnóstico preciso. O câncer de testículo tratado cedo tem cura — e você pode seguir em frente.